Tenho observado muitos amigos desistirem ou abandonarem seus blogs pela falta de comentários em seus posts. Muito pensei e refleti sobre o assunto, enquanto tentava responder à questão, primeiro em prol da minha própria saúde mental e em segundo lugar, para que pudesse escrever sobre. Pois bem, após muito matutar sobre o assunto, cheguei a uma incrível conclusão: em um primeiro momento, não escrevo para os outros. E somente depois, quando enfim tornamos o que antes era particular algo público, é que realmente espero que aquilo que compartilho seja conferido e, de certa maneira, apreciado.

Questão complexa, hein? Vamos direto ao ponto: o que tira você das suas tarefas habituais para escrever? A vontade de se expressar ou a vontade de ser ouvido? Oras, porque separar as duas coisas? A verdade é uma só: a gênese de qualquer pensamento a ser compartilhado está ali, na cachola de quem está prestes a compartilhar suas ideias, seja por qualquer que seja o estilo literário escolhido, para ser publicado e/ou compartilhado da maneira que for. Compartilhar é palavra de ordem…

Mas qual o objetivo disso tudo? Sermos ouvidos e analisados, elogiados ou criticados. Mas isto nem sempre acontece. Seja pela rapidez com que os leitores passam pelo blog ou mesmo pela 'preguiça' de escrever algumas palavras, fica evidente que nem todo mundo – e me incluo neste grupo, quando confiro outros blogs – se coloca à disposição para escrever algumas linhas sobre aquilo que você acaba de compartilhar. Então porque continuamos a escrever? Simples: porque sabemos que, de um jeito de outro, nossos leitores estão interessados no que você tem a dizer ou informar, mas nem todo mundo está disposto a expressar o que pensa daquilo.

O importante é não desanimar e lembrar-se sempre: escreva primeiro para você mesmo e então espere pela manifestação de seus leitores. Compartilhe suas ideias, somente assim poderá ser analisado, criticado ou elogiado. Não espere por milhares de visitantes. Não busque em suas próprias palavras o reconhecimento alheio. Apenas escreva!

“Escrevo sem pensar, tudo o que o meu inconsciente grita. Penso depois: não só para corrigir, mas para justificar o que escrevi” - Mário de Andrade