A Internet permite uma interatividade nunca antes vista e, por isso, as redes sociais vieram para ficar. A moda pegou em todo o mundo e os brasileiros não ficaram de fora. Ao contrário, foram um dos povos que mais aderiram a elas (dizem por aí que o Orkut sobreviveu devido à paixão dos brasileiros por sua “interatividade”). Os contatos nessas mídias incluem tanto amigos e familiares quanto colegas de trabalho.

Mas será necessário separar trabalho de vida pessoal nestes ambientes? “Geralmente interagimos de maneira mais informal com alguns destes sites, expondo nosso lado descontraído e despojado, e não agir desse jeito é que pode não ser bem visto", explica Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com.br e especialista em carreira.

Ao mesmo tempo em que as redes sociais facilitam a interação entre os usuários, a privacidade das pessoas diminui. E muita gente não se dá conta disso. Nessa hora, é prudente tomar atenção e não cometer deslizes, tais como tratar de assuntos da vida pessoal publicamente, publicar fotos em trajes de banho ou em poses sensuais, envolver-se acaloradamente em discussões sem fundamento ou mesmo participar de comunidades "odeio qualquer coisa", ou ainda, declarar publicamente pontos que possam ser desfavoráveis à carreira, tais como "mato aula", "dou balão no meu chefe", "passo atestado médico falso", entre outros. Você pode achar que é legal e que ninguém “importante” vai ler. Mas os tempos são outros e TODO MUNDO está conectado naquilo que você tem a dizer.

A melhor prevenção contra eventuais armadilhas é saber que tudo aquilo que se faz na web depõe sobre a imagem pessoal, a favor ou contra. Segundo o especialista em carreira, antes de publicar qualquer coisa, é importante fazer duas perguntas: o que eu pensaria de uma pessoa caso visse essa informação no perfil dela? Tal dado pode depor contra a minha imagem? Em caso de dúvida, o melhor é não fazer.

Já a hipótese de se manter fora das redes não é aconselhável, pois é cada vez mais necessário envolver-se neste novo mundo. Não se trata de seguir a moda: estes costumes vieram para ficar. "Quem dominar este tipo de comunicação e mostrar talento no que faz terá mais chances de sucesso", explica o executivo.

Portanto, o melhor a fazer é priorizar tais mídias como uma ferramenta para marketing pessoal e networking e interagir com bom senso em cada uma delas. A longo prazo, a privacidade é um valor que tende a decair em importância, cedendo lugar à transparência. "Estes não são contraditórios em si. É a conduta pessoal de cada um que determina se tais valores entram em choque ou não", conclui Abrileri.

Fonte: www.maxpressnet.com.br