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14 outubro, 2008

A Racha no Poste do PDT

Racha no PDTFoi só as Eleições Municipais terminarem que acabou-se o tratado de paz dentro do próprio PDT local. Como era de se esperar, o prefeito em atividade, José Onério, não gostou nem um pouco de ter que abandonar o sonho da reeleição para dar lugar justamente a Reinaldo Nogueira, que abandonara o Congresso Federal para retornar ao posto que ocupara por dois mandatos consecutivos. As primeiras farpas foram trocadas publicamente em matéria da jornalista Rose Guglielminetti (rose@rac.com.br), da Agência Anhangüera, publicada na edição de ontem, dia 13, do Correio Popular. Acompanhe abaixo trechos das entrevistas concedidas pelos dois lados e faça sua análise:

“A sucessão municipal de Indaiatuba expôs um racha sem precedentes no PDT local que extrapola as disputas internas e já atinge a Prefeitura. De um lado, o grupo do deputado federal Reinaldo Nogueira, eleito prefeito com 68.063 votos. Do outro, o atual prefeito, José Onério da Silva, que poderia ser candidato à reeleição, mas que teve de ceder a contragosto a vaga para Nogueira”.

Nota do editor e/ou blogueiro: Até aqui, tudo bem. Nenhuma novidade.

“O estopim da crise foi a aprovação, um dia depois das eleições, de um projeto de lei, de autoria do vereador Núncio Lobo Costa — que também é presidente do PDT da cidade —, que impõe uma série de exigências ao atual prefeito. Entre elas estão a demissão de todos os assessores até o dia 25 de dezembro, o que implicaria no pagamento das despesas trabalhistas ainda na atual gestão, e a obrigatoriedade da Administração municipal pagar todas as despesas de obras e outros serviços referentes a este ano. Zé Onério acusa o grupo político de Nogueira de tentar impedir a construção de casas populares em um bairro da periferia”.

Nota do editor e/ou blogueiro: Ado, a-ado, cada um no seu quadrado… Onério avisou que vetará a lei. Núncio afirma que está tudo previsto nas normas do Tribunal de Contas do Estado. Quem pode mais?

Mas agora começa a briga: “Na avaliação de Onério, o deputado federal não cumpriu o acordo estabelecido entre os dois sobre a sucessão municipal. ‘Eu abriria mão de ser candidato caso ele (Nogueira) não conseguisse ser eleito deputado federal. Já se fosse eleito, ele abriria mão de ser candidato a prefeito para me apoiar. Me causou estranheza porque ele vem forçando a barra e, inclusive, tentando me desmerecer politicamente’”.

Nota do editor e/ou blogueiro: Quer dizer que, além de não cumprir sua parte no acordo, a outra parte anda “pisando na bola”? Que coisa feia…

Reinaldo se defende: “Nogueira, por sua vez, disse que o acordo não foi esse e que nada ‘foi quebrado’. ‘O acordo foi que eu seria candidato se avaliasse que eu já havia conseguido o que queria no Congresso. Eu que escolhi e apoiei o Onério como candidato. Se ele quiser continuar no PDT, a opção é dele’, disse, acrescentando, porém, que Onério preferiu lançar um sobrinho (Ocimar) como candidato a vereador pelo PPS”.

Nota do editor e/ou blogueiro: Como realmente voltou para disputar e vencer a eleição para prefeito, isso quer dizer que, em apenas dois anos, Reinaldo realmente “conseguiu o que queria no Congresso”? Como cidadão e eleitor, me sinto no direito de questionar: o que seria?

Agora vem a melhor parte: “Para ele (Núncio), a sigla não passa por um racha, dando a entender que o grupo de Reinaldo é soberano. ‘Foi o grupo político do Reinaldo que elegeu o Zé Onério. Se Reinaldo tivesse lançado um POSTE, teria sido eleito. O Reinaldo não administra o partido com mão-de-ferro. Se fosse, o partido não teria crescido tanto’, disse”.

Nota do editor e/ou blogueiro: Estaria Núncio comparando Onério a um poste, ou admitindo que nossos eleitores votam em qualquer coisa, desde que com argumentos “concretos”? Particularmente, confesso que não me “sentiria bem” votando em um poste. E quero acreditar que mesmo o mais “influenciável” dos eleitores faria o mesmo.

Mas de toda esta discussão tira-se uma lição: quando o assunto é política, até mesmo seu mais forte aliado deve ser considerado um inimigo. Senão, quando menos se espera, ele volta e “puxa seu tapete”. Espera-se apenas que Reinaldo faça uma boa gestão e se não optar pela reeleição, que se concentre em preparar bem o próximo poste… ops, candidato. Tem gente por aí dizendo que o poste já tem até nome. E ele seria parecido – ou exatamente igual – ao do presidente local do partido. Ironia do destino? Não creio. Aposto mais em um empurrãozinho do mão-de-ferro na exata direção na qual se encontra o testa-de-ferro. Em uma disputa sem mocinhos, nos resta torcer para o bandido com nervos de aço… E que vença o menos pior !!!

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