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18 julho, 2008

O Cavaleiro das Trevas - Crítica

darkknight

Acabo de chegar da sessão de Batman - O Cavaleiro das Trevas e confesso, ainda estou inebriado com o que acabo de ver. Mas falar da segunda parte da franquia (re)iniciada por Christopher Nolan em Batman Begins significa falar de Heath Ledger. O ator australiano simplesmente "incorpora" seu personagem, o insano Coringa, e comprova que sua morte realmente deixará uma grande lacuna não apenas na própria franquia, mas no atual cenário da cinematografia. É possível dizer que Ledger é a primeira grande perda da sétima arte do novo século. Impossível não conferir suas cenas em O Cavaleiro das Trevas e lamentar, a cada segundo, sua morte tão prematura.

O roteiro escrito por Christopher Nolan e David S. Goyer é primoroso. Acompanhamos Batman colhendo os louros de seu trabalho e ganhando no promotor Harvey Dent (Aaron Eckhart, também perfeito), um novo e importante aliado no combate ao crime organizado. Tudo muda com a chegada de Coringa, que com sua insanidade sem limites, avisa: "Eu sou como você, mas sem suas regras morais e cívicas". O resultado é o início de uma guerra na qual os cidadãos de Gotham são os perdedores.

Coringa mata e extorque mocinhos e bandidos sem o mínimo remorso e se auto-intitula uma "resposta natural" para a loucura que começou assim que Batman revelou sua existência. Afinal de contas, como tudo na vida, "toda ação gera uma reação contrária, de igual intensidade". Assim são Batman e Coringa: a mesma vontade e competência, mas em lados opostos.

A concepção do Coringa é perfeita e nos faz crer que loucos como ele são possivelmente plausíveis. O figurino e direção de arte continuam excelentes. A trilha sonora, assim como no primeiro filme, é muito mais que um mero coadjuvante: é protagonista. Repare na sirene que permeia cada ato insano do Coringa. Elas mais que colaboram com a cena, mas também ajudam a criar um clima de extremo suspense e tensão. A cada novo plano costurado, Coringa surpreende seus adversários com atos ainda mais impensáveis !!!

Quem também surpreende é o Duas-Caras. Sua gênese é irrepreensível e traz muito do que os fãs conhecem das histórias em quadrinhos. A interpretação forte e segura de Eckhart garante ainda mais destaque ao personagem, que cresce junto com o filme. Exposto ao melhor e o pior dos mundos de Batman e Coringa, Dent acaba escolhendo seu lado apenas nos momentos finais, levado por um sentimento arrebatador e extremamente doloroso.

Mesmo sem grandes cenas de ação, O Cavaleiro das Trevas faz o espectador "grudar" na cadeira do início ao fim da projeção e comprova que, nas mãos certas, a DC tem chances de igualar - superar ainda é difícil - o sucesso de sua concorrente Marvel nos cinemas. Se isso não acontecer, que pelo menos não estraguem a atual franquia do Homem-Morcego, que premia os fãs de cinema do mundo inteiro não apenas com mais um capítulo de sua saga, mas um dos melhores filmes já feitos na história da sétima arte !!!

2 comentários:

Marcio Jacober disse...

Fábio, assisti o filme ontem no primeiro horário... queria ser um dos primeiros em Indaiatuba..hehe... e realmente tudo o q vc diz sobre o filme é certíssimo. Ótimo filme!

Anônimo disse...

Eu já achei um absurdo este filme estar entre as três maiores bilheterias da história; o roteiro é uma droga, o batman é uma droga (aquela voz argh!) creio que em grande parte a bilheteria foi mais uma despedida ao ator Heath Ledger do que qualquer outra coisa pois não há nada que justifique tanto sucesso.

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