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28 julho, 2008

Lei Seca e o Respeito ao Próximo

Lei Seca

Há tempos a aplicação de uma nova lei não mexe tanto com a rotina dos brasileiros e causa tanta discussão quanto a Lei Seca. Longe de ser uma unanimidade, a nova lei de trânsito, ao mesmo tempo em que extrai daqueles que apreciam uma boa bebida o prazer de tomar sua cervejinha, seu vinho, uísque ou qualquer outra opção, garante àqueles que não bebem, ou ao menos conhecem seus próprios limites, a certeza de que não será abruptamente atingido por um motorista embriagado.

O jeito é encontrar o chamado “meio termo”. Se beber, não dirija. Se for “encher a cara”, o faça em casa, ou na casa de um amigo. Ou então, leve um colega ou familiar que não beba a tiracolo. O problema é que muitas pessoas utilizam o álcool como “lubrificante social”. Um “aditivo” para tornar a noite mais agradável e derrubar possíveis barreiras que inibam um contato social mais “ativo”, assim digamos. Quantas pessoas você conhece que precisam tomar uns goles para ficar “legal”?

Tais “propriedades” do álcool recrutam pessoas cada vez mais novas para suas fileiras. Por mais que clubes, bares e boates fiscalizem – ou finjam que – o número de menores de idade com álcool nas mãos cresce vertiginosamente. Para constatar tal verdade, não é preciso andar muito. Donos de bares sequer solicitam qualquer documento para vender a menores. Fazem “vista grossa”, com o intuito único de comercializar. Salvo raras exceções, comprar bebida alcoólica é extremamente fácil. São futuros motoristas adquirindo péssimos hábitos no presente.

Pesquisas indicam queda de mais de 50% no número de mortes no trânsito após a aplicação da Lei Seca. Dados que podem ser interpretados de maneira simples: a lei é eficiente e deve ser mantida. Se assim for, que o número de mortes caía ainda mais. Mas que o trabalho não termine com o sucesso da Lei Seca. Que o motorista continue “pressionado” a fazer o correto, obrigando-se assim a cada um fazer aquilo que, moral e eticamente, deveria ser feito no dia-a-dia: respeitar o próximo.

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