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24 julho, 2008

Eleições são Legais! Para Quem?

Eleições

Caros amigos leitores, sinceramente não sei se compartilhamos da mesma opinião. Contudo, para este colunista e/ou blogueiro, época de eleição é uma das épocas mais legais do ano. Mais legal até mesmo que as Olimpíadas, a Copa do Mundo ou qualquer outro evento que se repita de tempos em tempos, transformando nosso cotidiano.

Legal porque conhecemos as figuras mais bizarras em busca de um “lugar ao sol” no pleito eleitoral. São os conhecidos “Zé da Pipoca”, “Manuel da Padaria”, “João da Farmácia”, “Ciclano da Viação”, “Fulano do Ferro-Velho”, e por aí vai. Anônimos que, de uma hora para outra, ganham seu momento de fama. Bem menos glamouroso que um reality show qualquer, mas não menos representativo na vida daquele que se arrisca a dar as caras para conseguir um punhado de votos.

Legal porque caem as máscaras e podemos conhecer REALMENTE aqueles que representarão nossos direitos durante os próximos quatro anos, seja no Poder Legislativo ou Executivo. Apoiando-se na miséria alheia, colocam seus cofrinhos abonados para funcionar. Mas tudo – e é bom deixar isso bem claro – em prol do próximo. De casa em casa, nossos candidatos distribuem seus kits de inverno, kits de churrasco e kits de promessas em vão. Promessas com prazo de validade determinado e, este sim, incorruptível.

Legal porque é extremamente interessante observar as manobras daqueles que, só de pensar em perder a vaga conquistada quatro anos atrás com “tanto suor”, suam frio e sofrem com tenebrosos arrepios na espinha. Afinal de contas, ninguém quer perder um emprego no qual a remuneração é dispendiosa e a carga horária, um tanto quanto generosa. Poder acumular a vida profissional com a política e fazer os honorários ganharem uma dose extra de anabolizantes injetados diretamente dos cofres públicos em suas veias bancárias.

Legal porque podemos chegar ao consenso de que a maioria de nós se vende por tão pouco. Troca seu voto por coisas banais sem ao menos imaginar que este ato impensado o fará penar por quatro longos anos. Anos que passarão vagarosamente, tão lentos que não permitem a seu estômago esperar por tanto tempo para processar o quilo de carne que acaba de ganhar, ou aproveitar devidamente o litro de gasolina que seu carro acaba de receber. Seus prêmios são como uma raspadinha de loteria: depois da ânsia pela oportunidade da conquista, vem a duradoura sensação de que apenas um lado saiu vitorioso na jogada.

Legal porque somos expostos ao ridículo de pensar que realmente seremos lembrados amanhã por aqueles que hoje nos bajulam. São abraços e apertos de mão fraternos que, em alguns meses, tornam-se negativas e nos fazem perguntar: “ele não era meu amigo?”. Oras, se você conhece um pouco de política, sabe que está é a parte mais legal (de ser - ou não - político).

Vencer não significa ter que manter seus planos ou manter-se na linha. Pelo contrário, significa tampar os olhos, cerrar os ouvidos e fazer-se de desentendido, procurando explorar ao máximo suas novas regalias. Não é legal? Talvez não para você. E pensando bem, nem para mim. Mas é legal observar como os anos passam e nada muda. E ainda mais legal para quem insiste em perpetuar-se no poder. Ou você acha que, se não fosse legal, teríamos gente há décadas em seus cargos? Pense bem e reflita no momento de votar: eleições diretas são democraticamente legais. Mas para quem? Faça valer o seu voto !!!

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