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24 junho, 2008

Divagações - Emos, Shake the Ass !!!

O que acontece com as rádios de hoje? É só ligar em qualquer estação por aí para cair em duas armadilhas: o emo-rock ou o hip hop, que por sua vez divide-se em dois subgêneros execráveis, o “gangsta” rap ou o hip “shake the ass” hop. Vejam bem, não estou criticando ou mesmo massacrando nenhuma das opções acima. Apenas não agüento mais escutar SÓ isso.

A música, assim como outros setores – não apenas culturais – vive de fases. De tempos em tempos é fácil observar uma nova tendência, que já nasce com data de vencimento. A bola da vez, no mundo do rock, são os emos. Letras bacaninhas, que muitas vezes falam sobre um amor perdido, problemas com os pais e mais amores perdidos. Tudo isso somado a uma estética visual que exige cuidados com a aparência para se adequar ao estilo. São cabelos irregulares e um guarda-roupa que parece tirado das passarelas dos grandes desfiles. Sabe aquelas peças que são apenas “conceito”? Pois é, tornaram-se objeto de desejo e estão nas ruas. Originalidade e atitude são adjetivos quase inseparáveis, por mais que não se goste do gênero.

No entanto, o emo-rock parece ter sido fabricado com um objetivo: criar uma nação dependente de antidepressivos, cuja única missão é irritar os roqueiros das antigas, que ainda enxergam como ídolo, ícones como Mick Jagger e companhia. Suas letras melosas e guitarras tranqüilas inundaram as rádios com mensagens prestes a conceber adolescentes amaldiçoando o amor aos 12 anos de idade. Deste jeito, nossa sobrevivência na Terra está ameaçada.

Do outro lado, os caras do hip hop parecem estimular exatamente o contrário. Amor para quê? Rebola neném, rebola! São mensagens de auto-estima e apreço indispensáveis a qualquer mulher. Enquanto o rap brasileiro se destaca por criticar a sociedade – e muitas vezes exagerar na dose – o hip hop norte-americano aposta em letras fáceis e “grudentas”, que rimam fácil e trazem batidas marcantes. Ou então, a falar do submundo do crime sem censura.

Isso me lembra o passado. Certo dia, meu já falecido e saudoso pai me pegou chacoalhando a vasta cabeleira (sim amigos, já fui cabeludo) enquanto ouvia Sweet Child O’Mine, dos Guns’n Roses. Ao observar a cena, questionou: “Tá, a música é legal. Mas o que esse cara tá falando?”. Não demorei a responder: “Sei lá, pai. Mas não é legal?”. E ele emendou: “E se o cara estiver te xingando?”. Deste dia em diante, corro até o Google para encontrar mais “detalhes” sobre minha música preferida.

Caros emos, amem-se! Caros rappers, rebolem e critiquem sem perder o respeito. Respeito que meus ouvidos exigem toda vez que ligo o rádio. Respeito que parece não determinar a importância daquilo que se escreve e se transforma em música. Respeito que a indústria do entretenimento converteu em cifras astronômicas, pouco preocupadas com a importante tarefa de se transmitir uma mensagem. Mensagens que parecem cada vez mais fúteis, que moldam uma sociedade sem muito a dizer. Apenas sofrer. Ou rebolar, quem sabe?

Um comentário:

Márcio J disse...

Ainda bem q não moro no Rio de Janeiro (nada contra os cariocas, viu gente!), mas senão essa lista deveria incluir o funk. Apesar q funk não é música....rs

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