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11 abril, 2008

Divagações - Conectado ao Mundo

Meses atrás, pouco antes de decidir arriscar-se pela segunda vez no universo dos blogs, o amigo e jornalista Marcos Kimura – do Conversa de Botequim OnLine – procurou-me com uma difícil pergunta: o que colocamos no blog e o que deixamos para o jornal?

A questão deixou-me intrigado, com um grande e irritante ponto de interrogação na mente. Ambos havíamos começado recentemente a apostar em nossos blogs. Kimura pela segunda vez, após uma primeira tentativa interrompida por outros desafios. Eu, um verdadeiro novato neste novo sub-universo virtual.

Após um começo capenga, aos poucos fui me deliciando com outros blogs locais, nacionais e internacionais. Aos poucos, fui entendendo que não existe uma fórmula pré-fabricada. Nascida livre de quaisquer barreiras, a Internet permite a seus usuários a mais simples e plena visão do livre-arbítrio, dádiva concedida à humanidade ainda em tempos bíblicos. E por isso mesmo, também é vítima de abusos e canal para temas obscuros, além de refúgio para aqueles que temem o embate diário com as dificuldades do dia-a-dia.

Mesmo assim, decidi que faria minha parte: além de informar, ainda me divertiria. Estreitaria os laços com meus leitores do jornal, através de uma linguagem mais dinâmica e muitas vezes, informal. Desta maneira, os encontros que antes programava somente às terças e sábados, logo se tornaram diários. E os posts do blog ganhariam um tom mais jornalístico ao “migrarem” para as páginas do jornal, trazendo consigo – na maioria dos casos – um “detalhe a mais”.

Em pouco tempo, percebi que o prazer da tarefa era incomensurável. Afinal de contas, agora não precisava mais esperar longos dias para contar aquela novidade, publicar aquela bela foto, passar aquela informação, tornar pública minha indignação. Tudo tornou-se imediato, e a busca por novidades, incessante. E o melhor de tudo é poder fazer uso de uma ferramenta “abençoada”, que “nasceu” com a Internet: a interatividade. Saber – em tempo real – a opinião do leitor sobre determinado fato.

E minha felicidade cresce ao observar os blogs dos amigos. Cada qual com sua característica própria, uma “identidade virtual” que revela as preferências e até mesmo, a personalidade de cada um. Mas ao final do dia, é certo que todos desligamos nossos computadores, e não abrimos mão do que chamamos de “real”. Isso sim é estar conectado ao mundo.

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