URGENTE

Post Top Ad

Your Ad Spot

27 fevereiro, 2008

Divagações - Raízes que Não Apodrecem

Muitos me questionam: “porque não procura novas oportunidades profissionais pelas grandes metrópoles?”. Empenho e profissionalismo não me faltam, mas a resposta sempre fora uma grande incógnita. Até pouco tempo atrás. Parei, pensei, analisei. Parei de novo, pensei mais um pouco, cansei. Mas finalmente encontrei respostas... ou seriam novas perguntas?

Amo esta cidade, com suas ruas planas e (ligeiramente) calmas

Amo esta cidade, com suas belas áreas verdes

Amo esta cidade, com seu povo acolhedor

Amo esta cidade, com sua mistura de raças e credos

Amo esta cidade, com as belas amizades que aqui construí

Amo esta cidade, com sua (aparente) tranqüilidade

Amo esta cidade, com seu cotidiano pré-fabricado

Amo esta cidade, com toda sua rica história

No entanto, folheando os jornais e acompanhando de perto os fatos e acontecimentos locais, me deixei levar por uma onda pessimista, pouco acolhedora, que me afastara da mente a idéia da “terra querida e venturosa” que Acrísio de Camargo e Nabor Pires de Camargo ressaltavam décadas atrás. Foi a vez de pesar os prós e os contras, e mais uma vez, pensar, refletir, analisar e chegar a novas conclusões...

Amo esta cidade, mesmo com seu (recente) coronelismo

Amo esta cidade, mesmo com sua crescente violência

Amo esta cidade, mesmo com sua conseqüente falta de segurança

Amo esta cidade, mesmo com a briga diária entre aqueles que deveriam nos proteger

Amo esta cidade, mesmo com os buracos que insistem em aparecer em nossas ruas

Amo esta cidade, mesmo com o aumento de furtos e roubos de veículos

Amo esta cidade, mesmo com seu crescimento desordenado

Amo esta cidade, mesmo com a cara-de-pau de nossos políticos

Amo esta cidade, mesmo com a concentração de poder nas mãos de alguns

Poderia continuar por muitas outras linhas, mas tenho medo de continuar enfatizando pontos negativos, e simplesmente me esquecer dos positivos. Será que vale a pena “remar contra a maré?”. Oras, é claro que sim. Sem fantasiar com soluções mágicas ou reviravoltas sensacionais, é preciso lembrar que (quase) tudo aquilo que foi denegrido, merece uma segunda chance. Depende apenas de você.

E antes que alguém pergunte: não, definitivamente não irei me candidatar a prefeito ou vereador nas próximas eleições, apesar do discurso. Muito pelo contrário. Assim como outros cidadãos nascidos aqui ou que adotaram nossa terra como sua casa com imenso carinho, apenas acredito que tudo é grande demais para poucos arruinarem. Com muita fé e esperança no amanhã, sou apenas um indaiatubano cujas raízes não apodrecem.

Um comentário:

Tânia disse...

gremioFábio,não sabia que és poeta!
Descreveste exatamnte o sentimente do indaiatubano, seja ele nascido ou adotado assim como eu.
beijo
Tânia d'Avila

Páginas