E o Tema de Hoje é... Comendo Insetos


Que tal um cachorro-quente? E se substituirmos a tradicional salsicha por insetos ‘crocantes’, que tomariam facilmente o lugar da batata palha? Pois é, hoje pode lhe parecer nojento, mas a adição de alguns insetos no cardápio não é uma realidade tão distante assim.

“A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), lançou em Roma nesta segunda-feira (13) um programa que incentiva a criação em larga escala de insetos para reforçar a segurança alimentar. Segundo o órgão, insetos são alimentos ricos em nutrientes, de baixo custo, ecológico e ‘delicioso’”, informa notícia no portal G1.

Seu consumo, chamado de entomofagia, já é difundido e praticado há muito tempo entre culturas tradicionais em regiões da África, Ásia e América Latina. "Um terço da população mundial come insetos, e isso é porque eles são deliciosos e nutritivos", ressalta Eva Ursula Müller, diretora do Departamento de Política Econômica Florestal.

É claro que o consumo de insetos é, antes de tudo, cultural. Em alguns lugares do mundo, a entomofagia é prática comum, enquanto para nós é algo simplesmente ‘nojento’. Mas será que é possível dizer ‘nunca comerei’? Afinal de contas, você se imaginaria comendo partes de outro ser vivo (depois de morto, é claro)?

O fato é que, aos poucos, nós, seres humanos, vamos consumindo e desgastando todas as fontes naturais do nosso planeta. A cada dia, descobrimos algo mais para consumir – e fazer sumir. Se hoje os insetos são apenas um inconveniente na vida de muita gente, amanhã podem se tornar almoço ou jantar de famílias inteiras. Você duvida?

Este texto era para ser engraçado. Mas o assunto é tão viscoso que ficamos de estômago embrulhado. Mas isso passa. Hoje, a simples ideia de degustar um bichinho crocante é pouco palatável. Amanhã, pode ser uma alternativa ‘chique’. Ou então, a única alternativa. Até lá, pode me chamar para degustar uma picanha mal passada, daquelas sangrando.

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