Maratona de Abstinência

abstinência

Fim de ano. Férias. Descanso. Certo? Pode até ser, mas será que, hoje em dia, nós estamos preparados para isto? Antevéspera de Natal, lá fomos eu e minha família para um 'retiro' de três míseros dias em Itirapina, nas proximidades de Brotas. Lugar tranquilo, repleto de mata nativa. Na chácara em que ficamos, as opções eram poucas: três redes para dormir, uma piscina e uma mesa de pingue-pongue.

Mas peraí, não está faltando alguma coisa? Oras, analisando friamente, fica claro que, para três dias de descanso, tais opções eram mais do que suficientes, certo? E realmente eram. O problema? Não havia maneira do modem de minha internet 3G dar um mísero sinal de vida. Oras... mas em um lugar de natureza intocada e beleza ímpar, o que mais este ser que vos escreve poderia querer?

Simples: um acesso ao Twitter ou Facebook. Um simples e-mail ou mesmo a página inicial de um portal de notícias qualquer já seria suficiente. Fiz uma verdadeira exploração em toda a chácara na companhia de meu netbook. Até subi na mangueira para ver se, do alto, conseguia um mísero sinal. Nada. Fui obrigado a ficar na piscina, tomando cerveja. Fui obrigado a dormir horas intermináveis na rede. E na noite de Natal, fui obrigado a assistir o Especial do 'rei' Roberto Carlos (ok, confesso que faria isto de qualquer jeito...).

Mas de onde vem esta dependência? Da rapidez na troca de informações, da interação com gente de todo canto do Brasil (e do mundo, para os globalizados). Para quem vive conectado e ligado nos acontecimentos, três dias longe de tudo pode ser um verdadeiro sacrifício. Isto é ruim? Claro, ao menos em época de férias. Vai ver, a culpa é mesmo minha. Afinal de contas, apenas três dias longe da grande rede é muito pouco. Da próxima vez, prometo ficar, no mínimo, uma semana desconectado. Uma verdadeira maratona de abstinência. Que @ocriador nos ajude!

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