‘Feliz Natal?’ por Marília Fittipaldi

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FELIZ NATAL?

por Marília Fittipaldi

O clima do final de ano que nos envolve não é o mesmo para todos. Enquanto muitos estão animados com os presentes, em ver a família e em entrar em um novo ano, outros estão no que é comumente chamado de “depressão de fim de ano”. Tem gente que se exclui do Natal por causa dessa sensação, tem gente que chora, tem gente que dramatiza, temos milhares de situações tensas causadas por essa vontade de não aproveitar ou mesmo abominar essa época.

Os motivos mais frequentes são “meus planos para este ano não deram certo!” e “não quero ver aquele fulano com o qual não me dou bem (da minha família).” Mas há quantos anos mesmo você faz planos para o seu ano? Desde quando TODOS seus planos dão certo? Existe uma lógica a ser seguida nessa história de planejamento anual, e essa lógica se chama prioridade! Não adianta reclamar que não conseguiu fazer algo se você não priorizou o que queria; se não fez este ano, continue a lista no ano seguinte, se programe para uma vida inteira.

É claro que os nossos planos mudam, mas ao virar o ano não exclua todos eles só porque não foram realizados. Apenas os re-priorize, e acredite que você ainda tem tempo de vida para realizá-los. Isso tudo acontece . Um bom plano para adicionar à sua lista pode ser a solução para o segundo motivo frequente: faça as pazes, resolva seus problemas interpessoais, principalmente se isso te faz ficar mal no final do ano.

Porém, nada disso bastará se você não assumir seus erros e se aceitar como um errante. Mas este ponto merece ser discutido em um texto mais 'chato' e com ajuda profissional. Lembre-se apenas que chorar (de tristeza) no Natal não o ajudará a resolver nada. Tente se lembrar de bons momentos, de quando isso já foi diferente, de quando seus problemas eram menores e lhe pareciam tão mais mortais do que hoje.

Isto vale muito para os que tem filhos: ter o espírito natalino e de renovação anual 'quebrado' não é agradável de maneira alguma, principalmente se for pelos seus próprios pais. Repasse alegria, não tristeza. Entregue presentes, não rancores. Demonstre. Se mostre. Aliás, o Natal é uma ótima época para renovar os sentimentos, inclusive aqueles difíceis de se conquistar e fáceis de perder, como confiança, credibilidade, apego.

A última coisa que fará bem a quem não gosta do Natal é ficar sozinho. Por isso (já que eu duvido que você não conheça alguém que tem este 'probleminha' de final de ano) junte-se; se o problema não pode ser resolvido sozinho, reúna os problemas e comemore-os pensando em como eles serão resolvidos depois do dia 31 de dezembro. Mesmo porque Natal e Reveillon são feriados, certo
 

Marília Fittipaldi é estudante de
jornalismo de maioridade recente e
duvidosa, twitteira (@LilaFittipaldi)
e amante deste novo milênio

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