Click Entrevista: Oscar Filho

Crédito: Divulgação

Rafinha Bastos, Marco Luque e Danilo Gentilli, novas revelações da stand-up comedy nacional, já passaram pelo palco do Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba (Ciaei). Agora é a vez do “pequeno pônei” Oscar Filho, mais um dos “homens de preto” do programa Custe o que Custar (CQC), sucesso na Rede Bandeirantes. Ator consagrado e co-criador do Clube da Comédia Stand-Up, Oscar apresenta seu novo espetáculo solo, intitulado Putz Grill!, no próximo dia 28 de março, e fala um pouco sobre o trabalho. A venda de ingressos começa no dia 13.

Após vencer, em 1996, o 12º Concurso de Contos e Poesias de Atibaia e representar a cidade no Mapa Cultural Paulista com o conto O Baú, aos 18 anos de idade, Oscar sentiu que este era o caminho a seguir. Formou-se em 2003 pela INDAC – Instituto de Artes e Ciências e um ano depois, foi indicado como Melhor Ator no Prêmio Coca-Cola FEMSA de Teatro, com o espetáculo A Matéria dos Sonhos, de Fábio Torres.

Depois de atuar em comerciais de televisão e dublagens, Oscar passou a se apresentar em bares paulistanos com um projeto que levava humor aos frequentadores quatro noites por semana. Assim, em 2005, surgia o Clube da Comédia Stand-Up, que deixa de lado a comédia “pastelão” para adotar uma versão “cara limpa”, sem figurinos ou personagens. Oscar escreveu ainda para a seção de humor da revista Transamérica e em 2006, gravou um CD com suas histórias cômicas, junto ao Clube a Comédia. A originalidade de seus textos e a capacidade de improvisação lhe renderam um convite da MTV e logo depois, para integrar a equipe de repórteres do CQC.

Click Indaiá – Como você se descobriu humorista?

Oscar Filho – Sempre fui o cara engraçadinho da turma e isso foi se configurando na mesma velocidade em que me transformava em ator. As coisas foram se misturando naturalmente, mas particularmente não conhecia o stand-up comedy. Depois do primeiro contato, passei a pesquisar e buscar mais informações, curiosidade que até hoje me persegue e me leva a querer saber sempre mais.

Click Indaiá – Você é um dos fundadores do Clube da Comédia, onde se apresenta com vários humoristas. Como é partir para um espetáculo solo?

O.F. – Na verdade, desde 2005 venho escrevendo meu material. Certo dia, me convidaram para um solo e depois de conferir estes textos, achei que dava sim para fazer. Fizemos um teste e logo na primeira vez, achei que foi legal. Quando resolvi dar continuidade, criei o nome Putz Grill!, uma expressão que puxa uma de minhas piadas, quando pergunto qual será o sexo de Putz, masculino ou feminino? E por aí vai.

Click Indaiá – O sucesso na TV o faz pensar em desistir do teatro?

O.F. – Quando comecei a fazer o stand-up, surgiu também o YouTube e arrisquei jogar na internet alguns dos quadros que gravava no teatro. Foi assim que comecei a alcançar certo sucesso e vi que este era o caminho. Nem todo mundo tem televisão e a internet nos ajudou muito. É claro que todo o sucesso do CQC ajudou muito, mas gosto muito de fazer meus shows e me sinto confortável no palco, de onde não pretendo sair tão cedo.

Click Indaiá – Como foi migrar do palco para o CQC?

O.F. – Nunca havia feito televisão na vida e percebi que ela tem uma velocidade incrível, que ainda estou aprendendo a me acostumar. Sou um ator de origem, daquele que devora os textos, faz a decupagem e tudo mais. No CQC, teria que entrevistar as pessoas, ou seja, fazer o oposto do trabalho do ator. Improvisar mesmo, de acordo com a reação a pessoa com que estou gravando.

Click Indaiá – Então você sentiu a pressão da mudança?

O.F. – Com certeza, senti o baque. No início, não sabia se inventava um personagem ou seria eu mesmo. Para piorar, minha segunda entrevista foi com o Hector Babenco (diretor argentino, naturalizado brasileiro, que comandou filmes como Carandiru e O Passado), que me deu uma “revistada” na orelha. Aquilo me deixou esperto, comecei a prestar mais atenção e exigir mais de mim.

Click Indaiá – O que esperar da segunda temporada do CQC?

O.F. – Cara, a primeira temporada foi muito legal e agora estamos todos mais tranquilos. Muita coisa vai mudar. Eu estou fazendo um novo quadro, mas ainda não posso falar nada sobre ele. Acho que os espectadores vão gostar ainda mais do programa.

Click Indaiá – De onde surgem suas piadas?

O.F. – Surgem da necessidade de expor e colocar para fora as coisas que eu vivencio, mas de uma maneira bem humorada. Quer um exemplo? Semana passada, estava dando autógrafos e uma pessoa me perguntou: “Cadê os outros?”. Dali já surgiu uma nova piada. Quando comecei a fazer isso, andava com caderninho, anotando tudo. Hoje estou mais light.

Click Indaiá – E você já se acostumou com a fama?

O.F. – Não sei se algum dia vou me acostumar com isso. Sou um ser humano igual a tantos outros. Me sinto estranho quando alguém me aborda, ou fica com vergonha de vir falar comigo. Ainda não entendo este tipo de reação. E comigo seria assim mesmo se eu fosse protagonista de novela da Rede Globo.

Click Indaiá – O que o público pode esperar de Putz Grill?

O.F. – Um espetáculo muito despretensioso e engraçado. Não quero mudar a vida de ninguém, mas tenho certeza que o público irá rir muito.

Putz Grill! - próximo dia 28 de março, às 21h, na Sala Acrísio de Camargo (Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 3.665 (Jardim Regina). Ingressos: R$ 40, R$ 30 (com bônus) e R$ 20 (meia). Pontos de venda: Laselva do Shopping Jaraguá e Secult. Duração: 70 minutos. Informações: (19) 3825-2056, 3816-4585 ou no www.teatrogt.com.br.

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